Quando tempo pode se caminhar
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| Fotografia - Rita Barro |
No tempo o que nos vale
Quando vale o sonho
Perde-se em frações de pensamentos
No fica de um. ...
Uma ação nasce
Um novo trajeto
Na questão do amor o compromisso.
+ o que tens de valor para outro universo
Do que um dia ao nascer
Nasce junto a sua rejeição
A sentença o retorno um ciclo ou destino...
A onde nos leva o perdão?
O confessionário do meu bel prazer
Ao olhar alheios
Aos ajoelhados desejos da carne
Oprimidos castigos
Pago por seu pecado
Suposto sagrado código penal
Que o ser se propõe
Em sua espada.
O seu Deus a sua sentença.
Rita Barr
Não! Sou...
Não! Tenho...
Sou... Sou!
O que... Tenho
Não sou rotulo
Não sou vitrine
Não sou embrulho
Não sou umbigo
Não sou periférico intelectual
Não Sou periferia de Hollywood
não sou negro cor
Não sou não sou sexo
Não sou religião
Não sou rebelde
Não sou tão pouco etc.
Não sou...
Não tenho o que nada tens.
Sou o que tenho
O que nada tenho...
Sou o nascer
Sou um átomo
Sou o momento ato
Sou o êxtase do jorrar entre milhões
Sou viajante na cápsula do ventre
Não sou nada,
Não sou Imigrante da divindade Santa Sociedade
O que tenho... É o que Sou... A Sobrevivente do coevo da classe.
Rita Barro
Tua minha filosofia
Combina-nos
Palavra referencia
Traduzida na troca do olhar
Para nos falar não a
boca
No olhar a nos
conduzir
A metáfora de nossas
gotas
Rita Barro
Um pouco de história
Do que a vida vincula
a nos sentar
Sem entender o que o sonho
Na ilusão nos faz viver
Um medo misturado com
desejo
Desejo inconsciente
Faz-nos ser mutantes em sua espada
+ no decorre dos seus sonhos
Avoca-nos no orgulho
No que a dor desconhecidos dos meus anseios
-----Rita Barro------------------------------------------------------------
Por muitos caminhos
Um só rosto
+ que rosto
Meu rosto
Encontrei um rosto
Não era meu rosto
Quantos rostos defronte me
No meio da multidão
Que não era meu rosto
Que rosto era
Quem sabe o que era
Talvez em outra era
O rosto que não era
Rita Barro
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O cansaço bate
A ilusão se perde
A solidão faz morada
Lembrança rostos trago
Saudade da ilusão
A dor da solidão
A desilusão transcende
Em um só coração
Fora da multidão um rosto
Encontro na solidão
Vejo rosto procura
Um rosto
Uma voz me grita
O medo apavora-me
O medo do meu...
De não ver meu rosto
O rosto
Não é poético
Não é filosófico
É o perfil
Transcendente do seu rosto
No silencio é o meu...
Rosto que você grita
Rita Barro
A palavra que não me grita
A que não nos fala
Em minha carência no que me cala
No calor cáustico de minha solidão
Nos fantasmas eróticos na madrugada
O vazio de meu seio meu leite materno
O ventre que não Artêmis o Deus o que não choras
Em teus seios a mãe gentil
O olhar a em face de lagrimas que nos molha
No suar do dilúculo o galo canta
No aquecer de meus lençóis
No envolver de meus braços abraços
o gozo no jorra do orgasmo no delírio
Em minha em face de faceta da dor
No choro enxugo-me no lenço
O sorriso de meu momento
O Feudalismo ao meu reino social
No silencio o Álibi
Na carência o coxim
Rita Barro
O tempo passa
Um passado que fica na infância da qual me deleito
Quando criança de nada sabia de sonhos vivia coloridos de fantasia.
Da terra brincava
Os meus bichos criava cheio de alegria
De nada temia a felicidade existia.
Minha mãe me chamava de minha filha querida.
No mundo que eu vivia era feliz e não sabia.
Por um passado esquecido hoje há meninos perdidos sem sonhos para ser vividos
RITA BARRO